CHEGA AO FIM A MILITÂNCIA POLÍTICA DE 28 ANOS, DO PRESIDENTE DO SINDSERPA.
NESTA QUARTA FEIRA DIA 10/10/2012 FOI ENTREGUE AO PRESIDENTE DO PT DE PEDRO ALEXANDRE, SENHOR FERNANDO MOTA, A CARTA DE DESFILIAÇÃO DO SENHOR OBERDAN BATISTA SANTOS. COM ISSO TORNA-SE INEGAVELMENTE A ISENÇÃO POLÍTICA DO DIRIGENTE SINDICAL. VEJAM O TEOR DA CARTA:
D E S F I L I A Ç ÃO D O P A R
T I D O
Senhor Presidente
do Partido dos Trabalhadores – PT seção Pedro Alexandre, venho comunicar o meu
afastamento da militância partidária do meu País. E, o faço, desligando-me neste
momento desta agremiação. Os motivos resumem-se, na discrepância daquilo que um
dia pensei, disto que hoje penso sobre ideologia de partido.
Eu ainda era um jovem
adolescente, quando as inquietações provocaram-me os primeiros sinais. Naquele
momento do ano de 1984, a rebeldia insurgia-se contra a falta de uma boa
escola, de um bom professor. Iniciava-se em cidade Pedro Alexandre, minha via
crucis, pela qual, sacrifiquei e comprometi o meu futuro e a partir daquele
instante coloquei sobre meus ombros o peso e as conseqüências da intolerância,
pela coragem, pela verdade, pela honestidade.
Vi o movimento das “Diretas Já”, vi nascer
nossa Constituição Federal. Votei por meio de cédulas, fui fiscal de seção, fui
fiscal de apuração. Carreguei por quilômetros urna de votação nas costas,
quando na presidência de mesa, abri mão de carro para não receber ordens de
prefeito. Em movimento de protesto no Brasil, fui cara pintada. Por rebeldia em
minha terra fui pichador, “ fui o mosca”, e por essa única razão um dia fui
preso.
Naquele tempo,
necessariamente fui além de um eleitor, pois, era naquele tempo a maior
necessidade de se fazer “cola”, que embora proibida, muito cortei meus dedos
com Gillete, para desenhar e cortar num papelão os números dos meus candidatos.
Aqui, importante se faz dizer, meu voto jamais foi secreto, sendo unicamente
manifestado para prefeito ao Sr. FERNANDO MOTA, e quando não se tinha em quem
votar, votei em mim mesmo.
Não vou cansá-lo
reconstruindo uma história, da qual compartilhamos as mesmas dores, as mesmas
frustrações e os mesmos desejos. Gostaria entretanto, de pedir desculpas aos
meus companheiros de luz e irmãos de coração por não aceitar mais conviver e
dividir o fardo de um jogo político, no qual os comandantes, tornaram-se bons
atores, nós meros expectadores e no teatro, a
encenação de um enredo “Faça de conta que é verdade, faço de conta que
acredito”.
Não sei o meu futuro
político, mas planejo minha vida cidadã, quero continuar dizendo “NÃO”, às
inverdades, continuar LUTANDO, no meu limite e não ser enganado. Mas
fundamentalmente ser amigo.
Irresignadamente deixo
de defender o que diz o PT, mas continuando
ainda a defender as idéias de Luiz Inácio Lula da Silva, Maria de Fátima Nunes,
José Fernando Mota e Família, João Luiz dos Santos e família, José Augusto da
Silva e família, Evaneide Nunes Mota e família, Rivandete Maria Bispo e família,
por fim minha mãe Luzinete Batista dos Santos, com ela meus irmãos que sempre
me apoiaram.
Lamentando por fim,
que a sociedade pedroalexandriense na sua maioria, jamais tenham compreendido o nosso discurso e
as nossas intenções.
OBERDAN